Psiquiatria
Psicoterapia
Psicanálise

Um espaço de cuidado, escuta e amadurecimento emocional.

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CONHEÇA PAULINA BASCH

Uma vida dedicada a compreender e cuidar de pessoas

Olá!

Meu nome é Paulina. Vou contar aqui um pouquinho da minha trajetória, para que entendam um pouquinho quem eu sou, já que ela não é muito convencional.

Sou médica formada pela Santa Casa de São Paulo, há mais de 20 anos. Fiz 3 anos de Residência em Clínica Médica após a faculdade de Medicina, emendando em uma especialização em Cuidados Paliativos, logo no início dessa área de atuação, enquanto poucos sabiam do que se tratava. Depois de alguns anos trabalhando com doentes terminais, a vida me levou para um caminho de Gestão em Saúde, e acabei fazendo minha formação na FGV.

Nesse período, trabalhei em operadoras de saúde, fui diretora do Hospital Infantil Sabará e Diretora Executiva de uma multinacional de saúde renal. O mundo corporativo me era muito custoso, pois enxergava que aquele sistema privilegiava pessoas muitas vezes tóxicas e pouco saudáveis emocionalmente, enquanto pessoas mais saudáveis acabavam adoecendo em suas baias de trabalho.

Com essa inquietação à minha frente, decidi retomar um ofício de família, e fui aprender ourivesaria. Me tornei joalheira autoral, mas meu processo era bem específico: fazia uma anamnese de algumas horas com cada cliente para confeccionar uma joia personalizada e com significado. Um belo dia, estava expondo na Semana de Joalheria de Milão, em um palácio lindo, e simplesmente me dei conta: eu gostava mesmo era das histórias das pessoas, e de cuidar delas, não necessariamente de fazer as joias. E então decidi: iria iniciar minha formação em Psicanálise.

Como fazia terapia há muitos anos, e de fato a análise winnicottiana tinha me ajudado muito, optei por estudar e mergulhar em Winnicott. Durante minha formação, senti necessidade de agregar a esse processo meu pedaço que era médico, pois eu poderia prescrever medicações caso fosse necessário.

Dessa forma, fiz uma especialização em Psiquiatria no Einstein, concomitante com minha formação em Psicanálise. E foi incrível, pois a psiquiatria moderna tem cada vez mais levado em consideração o “ambiente” e as “experiências afetivas” como parâmetro de maturação, inclusive neuronal. Ou seja, Winnicott, que criou a Teoria do Amadurecimento e fala de um ambiente suficientemente bom para que o amadurecimento emocional ocorra, vai totalmente de encontro ao que foi vivenciado na minha formação em Psiquiatria.

Cuidando de pacientes que precisem de psicanálise, psicoterapia, atendimento e acompanhamento em Psiquiatria. Também atuo como suporte em Psiquiatria para colegas terapeutas e psicanalistas que precisem, para seus pacientes, com acompanhamento conjunto.

Paulina Basch
TRAJETÓRIA ACADÊMICA

Formação Acadêmica

CRM-SP 121850 · Psicanálise, Psicoterapia e Psiquiatria

  1. 2024 – 2025

    Especialização em Psiquiatria

    Hospital Israelita Albert Einstein

  2. Desde 2023

    Formação em Psicanálise Winnicottiana

    Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana

  3. 2011 – 2013

    Especialização em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde

    FGV – CEAHS (Centro de Estudos em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde)

  4. 2006 – 2008

    Pós-graduação em Cuidados Paliativos

    Oxford Centre of Palliative Care e Pallium Latinoamerica

  5. 2005 – 2008

    Residência em Clínica Médica

    Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

  6. 1999 – 2004

    Medicina

    Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

PSICANÁLISE

Por que Winnicott?

Optei por estudar especificamente Winnicott por alguns motivos. Inicialmente, recebi esse tipo de análise por alguns anos e tendo comprovado na pele seus resultados, decidi mergulhar nesse universo. Continuo com a mesma analista, que pavimentou todo o meu caminho para isso.

Winnicott tratou, em mais de 30 anos de obra, do estudo do processo de amadurecimento emocional, tendo criado a Teoria do Amadurecimento. Em poucas e muito resumidas palavras, ele entendeu que o ser humano nasce com uma tendência ao amadurecimento, mas que para que de fato ele ocorra, é necessário um ambiente facilitador, um ambiente suficientemente bom. O que ele fez foi baseado em observação, não na criação de um modelo no qual as pessoas se encaixassem. Pelo contrário, ele mesmo disse que, se a teoria não estivesse refletindo a realidade das pessoas, então que fosse criada uma outra teoria.

Quando um bebê nasce, ele precisa de uma série de provisões ambientais e cuidados adaptados a ele, e, se por algum motivo esse cuidado e conexão ficam prejudicados como padrão, o bebê não consegue passar por algumas conquistas de amadurecimento emocional. Não nascemos inteiros psiquicamente, prontos para o mundo. Precisamos da interação com outro ser humano para que nosso desenvolvimento ocorra. Se esse ambiente que deveria facilitar esse processo falha repetidamente, algo importante não acontece, e a dor do “não acontecido” se instala. São dores que as pessoas carregam muitas vezes por toda uma vida, sem ter ideia de como isso foi parar na sua personalidade, mas que moldam seu jeito de ser e ver o mundo.

Winnicott trata, em sua obra, desse tipo de patologia primitiva relacionada ao início da vida, que ocorre antes da conquista da criação da identidade unitária, ou seja, antes da conquista do self, do si-mesmo primário, de onde se poderia começar a viver a vida em primeira pessoa. A parte bonita e encantadora disso tudo é que esse processo de amadurecimento pode ser retomado durante a vida, mesmo que tenha ficado “congelado” em alguns pedaços, seja em terapia ou em outros ambientes. A esperança de uma integração e amadurecimento é retomada, e o paciente começa a recuperar sua saúde emocional, deixando alguns padrões rígidos de funcionamento de lado, quase sem perceber, ao incorporar novas experiências, principalmente de cuidado confiável. E é incrível de se ver: esse processo acontece bem diante dos olhos do terapeuta preparado. Impossível não se encantar, nossa capacidade de cura é realmente muito potente.

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Iniciar um processo terapêutico nem sempre é uma decisão simples. Muitas vezes, o primeiro passo é apenas uma conversa.

Se você deseja saber mais sobre meu trabalho, esclarecer dúvidas ou agendar um atendimento, ficarei feliz em acolher seu contato.